Sábado, Julho 11, 2009

LUCILA NOGUEIRA

O Alisson está arrasando como repórter da revista de literatura Capitu. Na edição de julho, entrevista a trascendental Lucila Nogueira, poeta e professora do curso de Letras da Universidade Federal de Pernambuco.
Uma amostra da poesia de Lucila pode ser vista aqui. Arrepiante, como a foto da entrevista.

Sexta-feira, Julho 10, 2009

ESCRITORAS SUICIDAS

Até 20 de agosto o site Escritoras Suicidas está aceitando colaborações de autores e ilustradores que quiserem participar como convidados. O site será atualizado no fim do mês de agosto.
A cada atualização autoras e autores criam textos e imagens inspirados em três temas, já programados. Os temas da edição 36 : agora é quase amanhã, brinquedo e o nono mandamento.
As colaborações serão submetidas a uma análise das quatro editoras -Silvana Guimarães, Florbela de Itamamambuca, Mariza Lourenço e eu. Caso sejam aceitas serão pedidas biografias de autoras ou autores. Apesar do nome do site, autores também são bem-vindos, desde que assinem com pseudônimo feminino.

Quarta-feira, Julho 08, 2009

ENTREVISTA PERFIL LITERÁRIO RÁDIO UNESP

O Oscar D´Ambrosio acaba de me convidar para uma entrevista para o programa Perfil Literário, da Rádio Unesp. Marcamos pára o dia 15, às 14 horas (não sei se vai ao ar neste horário).
Já foram entrevistados pelo programa escritores como Ignácio de Loyola Brandão, Luiz Ruffato, Moacyr Scliar, Andre Sant´anna, Marcelino Freire, para citar alguns proseiros. Poetas, Heitor Ferraz, Greta Benitez, Ana Rusche e também o pessoal do infanto-juvenil:Tatiana Belinsky, Tereza Yamashita, Ricardo Azevedo.

Terça-feira, Julho 07, 2009

DANCE, DANCE, DANCE (REVISADO)

Vou retificar meu post. Agora terminei de ler as 503 páginas do romance "Dance, Dance, Dance", de Haruki Murakami. Sem pular trechos. Uma sensação diferente da primeira vez em que não tive paciência de ler até o fim.
É uma estória de amor. É o amor que o narrador-protagonista (inominado) está buscando o tempo todo. Enquanto não encontra, flutua sobre o vazio dos tempos pós-modernos. Em sua posição marginal (é um jornalista free-lancer), crítica a sociedade da informação e do excesso.
O protagonista está solto no mundo, sem vínculos afetivos ou profissionais. Uma tênue ligação com uma ex-namorada o leva a envolver-se com um trama de mistério e intriga que começa num hotel de Sapporo (cidade do norte do Japão, onde se fabrica a famosa cerveja) e se estende áos bairros chiques de Tóquio e até a Honolulu, no Havaí.
A paixão pela cultura pop americana - canções de sucesso dos anos 60 e 70 - embala o romance. A adolescente Yuki, que ele conhece de modo insólito personifica a juventude, com a qual ele compartilha o prazer de ouvir música . Através da adolescente o jornalista conhece sua estranha familia: a mãe fotógrafa Ame e o pai escritor, Hiraku Marumaki - um anagrama-piada com o nome do próprio autor.
O jornalista passa a viver num mundo de contos de fadas graças à exótica família e a um amigo ator famoso, Gotanda. Todos facilitam sua vida oferecendo companhia - Yuki, que é sensitiva - e dinheiro e diversão - Marumaki, um escritor de sucesso e Gotanda.
Várias vezes o protagonista se refere á sociedade do desperdício. Embora o enredo se concentre no desaparecimento da namorada, no início e no assassinato de uma prostituta, a seguir, é a sociedade do ócio que o protagonista critica.
O personagem Gotanda representa o sistema de consumo e do supérfluo. Um ator sem identidade própria, cujos desejos são reprimidos para servir a uma máquina descomunal.
"Dance, Dance, Dance" lembra "Sonhos de Bunker Hill", do americano John Fante, mas o protagonista não chega a ser tão atrapalhado como o candidato a escritor Arturo Bandini. O humor é leve - em geral anedotas envolvendo icones da cultura pop, como Michael Jackson e Jodie Foster - e saltam algumas imagens poéticas.
A linguagem acessível o gênero, supostamente um romance policial com uma estória de amor no fundo, talvez explique as traduções para vários países.
A sociedade japonesa também está lá, nos nomes dos personagens e das cidades, nas marcas de carro e na descrição minuciosa dos pratos da culinária. Mas nada lembra o que se possa chamar "cultura" em termos sociológicos - não há descrição de comportamentos típicos, como em Junichiro Tanizaki ("Voragem") ou em Yukio Mishima ou até uma colega mais contemporânea, Banana Yoshimoto ("Kitchen").
Na semana passada um programa da MTV fez um gozação com titulos de livros clássicos, desafiando os telespectadores a criar uma descrição sumária para o Twitter. Quando falaram em "Livros de Paulo Coelho", logo responderam: perda de tempo.
"Dance, Dance, Dance" não chega a sofrer este juízo cruel. Mas há escritores japoneses apaixonados pelo ocidente que foram mais felizes ao incorporar a cultura americana na de seu país.
Curiosamente, a impressão que se tem ao ler o romance, é que o protagonista muitas vezes se refere à própria narrativa, num processo de metalinguagem. Entretanto tomou cuidado para não cair na linguagem intelectual que afastaria o grande público.
Não há reflexões nem dramas catárticos no fim da leitura. Apenas o desenlace do mistério: a função do homem-carneiro e da aventura fantástica na qual se meteu o jornalista. "Dance" sinaliza o que pode ser a literatura acima da média no pós-modernismo.

Sábado, Julho 04, 2009

CINE NOSTALGIA



A torcida grita, a samambaia s´agita: sambalelê. Quando eu voltar à Terra vou lembrar você. Voltar, torno ou retorno ? Quem hoje s´importa com volutas ? Não quero saber de meia-entrada, mas de meia-calça. De nylon, que também tá indo com tudo, como diz Regina Casé.
Coisas que foram com tudo e não voltam: samambaia de metro, pequinês, Supervegês, maçãs na Alfândega, Cine Groff, Festival de Poesia de Nova Prata.
Vamos testar o movimento do ioiô do tempo: o que mais vai e não volta? Tremas? Compactos simples e compactos duplos ? Celular de antena ?
Nós é que estamos indo, a todo instante, para não mais volver. Revolver é escavar terra de túmulos.
Saudades de Angela Melin, macrobiótica, Tipógrafo da Feira do Poeta, Plaquetes de Noa-Noa, encontros-surpresa.
Nada de pacotes congelados.
Agora só quem pode contra o esquartejamento globalizado de Michael Jackson são os pequenos grupos: Jardinagem Libertária, Bicicletada, etc.

Sexta-feira, Julho 03, 2009

ROMINA CONTI



O Site Escritoras Suicidas perdeu uma de suas colaboradoras, Romina Conti. Ela era o escritor e jornalista Rodrigo de Souza Leão, morto no último dia 02 de julho.
Jornalista conhecido na web, sua novela "Todos os Cachorros São Azuis" foi indicada como finalista para o Prêmio Portugal Telecom, em 2009.
Esta é a sua última colaboração no Site Suicidas.

fotógrafo

também aguardo a primavera
e seus dedos de aurora

mastigo os ventos do inverno
e assim cavalgo a libélula

então me diga quanto tempo
temos antes de comer os elefantes

as vozes que escuto são iguanas
e as iguanas são as semanas

assim estive em Bélgica
olhando a pele de uma cobra

como se todo esse movimento
fosse na sua totalidade um nada

que envolto num barulho musgo
cuspisse tudo o que é sujo

e sujo vou me alimentando de tintas
riscando-me como um lápis sem grafite

toda a esquisitice existe
e a minha poesia é a mais pura velhice

Terça-feira, Junho 30, 2009

JOBA TRIDENTE



De 01 a 31 de julho o artista plástico Joba Tridente estará expondo uma coleção de brinquedos feitos a partir de material reciclado no Hall da Biblioteca Pública do Paraná.

Joba Tridente é artista gráfico, plástico e escritor desde 1974. Oficineiro cultural desde 1995. Bonequeiro e contador de histórias desde 2000. Trabalhou na Abril Cultural-SP, Ministério da Cultura-DF e SEEC-PR. Expôs em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Curitiba. Publicou prosa e verso pela Civilização Brasileira e Kátharsis.